Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 6 de dezembro de 2021 · 2 min de leitura ·

O único eclipse solar completo de 2021 não foi dos melhores; veja o motivo

O único eclipse solar completo de 2021 não foi dos melhores; veja o motivo

No último sábado, 4, nós tivemos o único eclipse solar completo de 2021, mas a experiência para os poucos que conseguiram vê-lo não foi das mais agradáveis: a observação foi prejudicada devido à presença de nuvens densas que cobriram a visão dos espectadores.

O evento astronômico contou com texto em primeira mão do Space.com, que enviou um de seus colunistas ao cruzeiro marítimo “Le Commandant Charcot”, da empresa francesa Ponant, especializada na oferta de viagens específicas para visualização de eclipses e ocasiões do tipo.

O único eclipse solar total de 2021 ocorreu sobre o céu da Antártida, então isso já foi suficiente para reduzir o número de pessoas que foram capazes de vê-lo. Na viagem do navio, o jornalista especializado em física astronômica, Joe Rao, contou que, para quem soubesse para onde olhar, a experiência foi “meio decepcionante”.

“Infelizmente, durante a madrugada, quando as temperaturas baixaram, as nuvens simplesmente ficaram mais grossas”, disse Rao em texto publicado no Space.com. “Assim, os passageiros e a tripulação na popa do navio às 3h [horário de Brasília] viram somente um céu cinza”.

Um eclipse solar total ocorre quando a Lua se coloca entre a Terra e o Sol. A parte “total” do nome se dá pelo fato de que a Lua, ainda que por poucos instantes, cobre totalmente o disco solar, impedindo sua luz de atingir a Terra.

“Ao todo, o eclipse durou 97 segundos. Nenhuma sombra distinta foi percebida. Ao invés disso, apenas um escurecimento amorfo do céu — como se alguém diminuísse a luz ambiente de uma sala. Nada de cores a serem vistas e, ao final, o eclipse pareceu menos acentuado já que a luz pareceu voltar mais rápido do que quando ela havia sumido”, notou Rao.

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