
Sem dúvida, há um interesse cada vez mais crescente em proteger ativos estratégicos no espaço cislunar, como é chamado o “reino” entre a Terra e a Lua. A Força Espacial dos EUA está empenhada em planejar a melhor forma de estender a presença militar em solo lunar. No entanto, isso não é um interesse somente norte-americano. Outras nações, como a China, também têm o mesmo intuito.
Paralelamente às disputas aéreas, terrestres e marítimas entre as nações aqui na Terra, seriam o espaço cislunar e a própria Lua uma “área elevada” militar emergente e um novo território para conflitos?
Segundo especialistas consultados pelo site Space, há uma variação de pontos de vista sobre o assunto.
No início do ano, o Laboratório de Pesquisa da Força Aérea dos EUA distribuiu um documento chamado “A Primer on Cislunar Space” (Um introdução ao espaço cislunar, em tradução livre). Direcionado a profissionais do espaço militar, o arquivo define normas de desenvolvimento de planos, capacidades, experiência e conceitos operacionais para a área.
“O espaço Cislunar recentemente ganhou destaque na comunidade espacial e merece atenção”, explica o documento.
À medida que a Força Espacial dos EUA “organiza, treina e equipa para fornecer os recursos necessários para proteger e defender os interesses vitais dos EUA dentro e fora da órbita da Terra”, a cartilha também ressalta que novas colaborações serão a chave para “operar com segurança nessas fronteiras distantes”.
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