Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 7 de dezembro de 2021 · 2 min de leitura ·

Elon Musk quer implantar chips cerebrais em humanos a partir de 2022

Elon Musk quer implantar chips cerebrais em humanos a partir de 2022

Em agosto do ano passado, Elon Musk apresentou uma das suas mais audaciosas apostas no mundo da tecnologia: a Neuralink, uma sociedade comercial neurotecnológica cofundada por ele em parceria com outros oito empresários, projetou um chip para ser implantado em cérebros humanos e servir como interface com máquinas. 

Polêmica, a tecnologia, que ainda está em fase de testes, foi demonstrada primeiramente em porcos e, depois, chegou a ser implantada em macacos, gerando cada vez mais controvérsias entre neurocientistas e pesquisadores.

Agora, em entrevista ao The Wall Street Journal, o bilionário afirma que o momento de implantar os chips que têm o tamanho de uma moeda em humanos está próximo. Ao mencionar o sucesso da experiência com os macacos, Musk explicou os benefícios que a tecnologia trará à humanidade.

“Esperamos ter isso em nossos primeiros humanos – que serão pessoas com lesões graves na medula espinhal, como tetraplégicos – no próximo ano, dependendo da aprovação do FDA”, disse ele, em referência à agência reguladora dos EUA equivalente à nossa Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Na segunda-feira (6), Musk usou o Twitter para reforçar as metas da Neuralink para 2022 quando questionado por um usuário a respeito do uso dos chips para restabelecimento da saúde de alguém vítima de derrame. “Substituir neurônios defeituosos / ausentes por circuitos é a maneira certa de pensar a respeito”, respondeu o empresário. “Muitos problemas podem ser resolvidos apenas ligando os sinais entre os neurônios existentes. O progresso será acelerado quando tivermos dispositivos em humanos (difícil ter conversas matizadas com macacos) no próximo ano”.

Replacing faulty/missing neurons with circuits is the right way to think about it. Many problems can be solved just bridging signals between existing neurons.Progress will accelerate when we have devices in humans (hard to have nuanced conversations with monkeys) next year.

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