
Com potencial para resolver problemas importantes que estão além do alcance até mesmo dos supercomputadores mais poderosos, os computadores quânticos exigem formas cada vez mais atualizadas de programação e criação de algoritmos.
Por essa razão, universidades e grandes empresas de tecnologia estão constantemente liderando pesquisas sobre como desenvolver esses novos algoritmos.
Em um recente trabalho colaborativo entre três instituições finlandesas (a Universidade de Helsinque, a Universidade Aalto e a Universidade de Turku) e a divisão europeia da IBM Research, com sede em Zurique, na Suíça, uma equipe de pesquisadores desenvolveu um novo método para acelerar cálculos em computadores quânticos. Os resultados foram publicados na revista científica PRX Quantum da American Physical Society.
“Ao contrário dos computadores clássicos, que usam bits para armazenar uns e zeros, as informações são armazenadas nos qubits de um processador quântico na forma de um estado quântico, ou função de onda”, explicou o pesquisador de pós-doutorado Guillermo García-Pérez do Departamento de Física da a Universidade de Helsinque, primeiro autor do artigo.
São necessários procedimentos especiais para ler dados de computadores quânticos. Além disso, os algoritmos quânticos também requerem um conjunto de entradas, fornecidas, por exemplo, como números reais e uma lista de operações a serem realizadas em algum estado inicial de referência.
“O estado quântico usado é, de fato, geralmente impossível de reconstruir em computadores convencionais, portanto, insights úteis devem ser extraídos realizando observações específicas (que os físicos quânticos chamam de medições)”, diz García-Pérez.
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