
Embora todo mundo saiba que os humanos são criaturas sociais, pouca informação se tem de fato sobre quando, como e por que diferentes populações se conectaram no passado. No entanto, um estudo recente diz que contas de casca de ovo de avestruz podem apresentar um direcionamento
Segundo a pesquisa, publicada nesta segunda-feira (20) na revista Nature, dados como esses são cruciais para interpretar a diversidade biológica e cultural que vemos nas populações humanas hoje em dia.
Ainda que o DNA seja uma ferramenta poderosa para estudar as interações genéticas entre as populações, ele não consegue abordar nenhuma troca cultural dentro dessas reuniões antigas.
Agora, cientistas do Instituto Max Planck para a Ciência da História Humana, na Alemanha, encontraram em contas de casca de ovo de avestruz uma nova luz sobre a formação de redes sociais antigas.
Jennifer Miller e Yiming Wang, principais autoras do estudo, relatam 50 mil anos de conexão e isolamento populacional, impulsionados pela mudança nos padrões de chuva, no sul e no leste da África.
Segundo a equipe, contas de casca de ovo de avestruz (OES, na sigla em inglês) são artefatos ideais para entender as relações sociais antigas. Elas são os mais antigos ornamentos totalmente manufaturados do mundo, o que significa que, em vez de confiar no tamanho ou forma natural de um item, os humanos transformaram completamente as conchas para produzir contas.
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