Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 24 de dezembro de 2021 · 2 min de leitura ·

Pesquisadores reproduzem os climas de exoplanetas para encontrar possíveis vidas extraterrestres

Pesquisadores reproduzem os climas de exoplanetas para encontrar possíveis vidas extraterrestres

Um estudo que está sendo conduzido por pesquisadores do Departamento de Engenharia Mecânica Paul M. Rady, em parceria com cientistas do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa, desenvolveu um experimento que recria o clima real dos planetas além do nosso sistema solar, conhecidos como exoplanetas.

Ryan Cole, pós-doutorando em engenharia mecânica e coautor do estudo, criou o simulador dentro de um instrumento de 907 kg no laboratório do professor Greg Rieker no campus da Universidade do Colorado, em Boulder, nos EUA.

Ao atingir as mesmas condições de alta temperatura e alta pressão encontradas em muitos exoplanetas, o instrumento pode mapear os gases em suas atmosferas, o que poderia um dia ajudar a humanidade a encontrar vida em outros planetas.

“Se olharmos para a atmosfera da Terra, sabemos que a vida está aqui porque vemos metano, dióxido de carbono, todos esses marcadores diferentes que dizem que algo está vivendo aqui”, disse Rieker. “Podemos olhar para as assinaturas químicas dos exoplanetas também. Se virmos a combinação certa de gases, pode ser um indicador de que algo está vivo lá”.

Segundo o site Phys, o trabalho de Rieker e Cole pode contribuir para a espectroscopia de trânsito de exoplanetas – um método de pesquisa para observar a composição da atmosfera de um exoplaneta em que os cientistas usam um telescópio para observar a luz que passa por ele. À medida que a luz interage com os gases na atmosfera, esses gases absorvem os fótons conforme eles se movem.

“Os cientistas precisam de um mapa para interpretar o que a luz está nos dizendo quando chega aqui”, disse Rieker. “É aí que entra o experimento de Ryan. À medida que criamos este pequeno microcosmo da atmosfera daquele exoplaneta em nosso laboratório, enviamos nossa própria luz caracterizada com lasers e estudamos os fótons que saem. Podemos medir as mudanças e mapear como a luz é absorvida”.

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