Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 27 de dezembro de 2021 · 2 min de leitura ·

Em um dos últimos voos do ano, China lança satélite de observação de recursos

Em um dos últimos voos do ano, China lança satélite de observação de recursos

Quase fechando um 2021 bastante produtivo para o seu programa espacial, a China lançou no último domingo (26) um satélite Ziyuan-1 de observação de recursos naturais da Terra. Ao todo, a nação asiática já realizou neste ano mais de 50 lançamentos, entre satélites, tripulações à sua estação espacial e até um rover para Marte.

A linha Ziyuan (“Recurso”, em mandarim) é usada pela China como satélite de observação para capturar imagens em alta resolução da superfície, o que ajuda entidades governamentais a monitorarem uso e disponibilidade de recursos naturais, gerenciar desastres climáticos e promover o monitoramento ecológico.

O último modelo – Ziyuan-1 02E – deixou o centro de lançamento localizado em Taiyuan à 0h11 (horário de Brasília), a bordo de um foguete Chang Zheng 4C e acompanhado de um satélite de rádio CubeSat.

Ao todo, foram nove lançamentos da linha Ziyuan – seis dos quais foram conduzidos em parceria com o Brasil, por meio do programa CBERS (sigla para “Satélites de Recursos da Terra China-Brasil”, na tradução literal). Outros três Ziyuan (chamados Ziyuan-3) já foram lançados ao longo dos últimos 20 anos, mas estes não são considerados parte da linha principal e possuem atribuições militares.

O seu companheiro foi apelidado Xiwang-3, ou simplesmente “XW-3”, e consiste de seis pequenos CubeSats acoplados entre si, lhe conferindo um tamanho de 30x20x10 centímetros (cm) e massa de pouco mais de 10 quilogramas (kg).

Já o foguete, que também é conhecido no exterior pelo nome ocidental “Longa Marcha”, foi levemente customizado e adaptado para o lançamento de satélites, com um primeiro estágio de carenagem mais alongado para armazenar a carga mais facilmente.

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