
Uma grande perda para os entusiastas da biologia foi confirmada nesta segunda-feira (27): o especialista em comportamento social dos animais e professor de pesquisa da Universidade de Harvard, Edward O. Wilson (popularmente referido como “E. O. Wilson”), morreu aos 92 anos de idade, de causa não revelada.
Wilson começou a sua carreira como um entomologista, especificamente concentrando seus estudos no comportamento social das formigas – muito do que sabemos hoje sobre as interações entre esses insetos vem de descobertas registradas nas centenas de livros e papers assinados por ele.
À medida em que seus trabalhos se desenvolviam, E. O. Wilson aumentou seu leque de atuação, passando a estudar os comportamentos sociais de pássaros, mamíferos e, eventualmente, humanos, efetivamente estabelecendo um novo campo de estudos conhecido como “sociobiologia”.
Seus trabalhos são tão reconhecidos pela comunidade que Wilson chegou a ganhar dois prêmios Pulitzer – a maior honraria concedida a profissionais da comunicação, como jornalistas, escritores e compositores musicais. Especificamente, por “On Human Nature”, de 1978; e “The Ants”, em 1990.
“O ‘Santo Graal’ de Ed era o imenso prazer que ele derivava da busca pelo conhecimento”, disse Paula Ehrlich, presidente da Fundação E. O. Wilson pela Biodiversidade e co-fundador do projeto Half-Earth. “Um sintetizador contumaz de ideias, o seu foco científico corajoso e sua voz poética transformaram a forma como compreendemos a nós mesmos e ao nosso planeta. O seu maior desejo era o de que estudantes de todo mundo compartilhassem dessa paixão pela descoberta científica como a fundação para guiar o futuro do nosso mundo”.
Um ambientalista bastante reconhecido, Wilson liderou ou ajudou a desenvolver diversos projetos de conservação natural. É dele a descoberta de que formigas se comunicam por um processo químico que, hoje, nós reconhecemos como “feromônios”.
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