
A agência espacial norte-americana (Nasa) anunciou nesta quinta-feira (30) que os engenheiros responsáveis pelo telescópio espacial James Webb (JWST) soltaram e enrolaram as capas que protegem as finas camadas do escudo solar do instrumento durante o lançamento.
Com isso, as membranas que compõem o escudo foram expostas ao espaço pela primeira vez. A operação durou aproximadamente uma hora, e foi concluída às 14h27 (horário de Brasília). Michael McElwain cientista do projeto do observatório no Goddard Space Flight Center da NASA, explica a importância do escudo.
“O telescópio Webb e seus instrumentos científicos estão prontos para entrar na sombra, para nunca mais ver a luz solar direta. Uma das características de design exclusivas de Webb é usar o resfriamento passivo por um escudo solar de cinco camadas para atingir a temperatura operacional de 45 Kelvin (-228 ºC)”, lembra.
Segundo McElwain, “o enorme escudo solar tem cerca de 21 por 14 metros quando desdobrado, ou aproximadamente do tamanho de uma quadra de tênis. Sua geometria e tamanho foram determinados de tal forma que o telescópio pode apontar para um campo de visão que cobre 40% do céu a qualquer momento e pode observar qualquer lugar no céu durante seis meses”.
“Esta arquitetura inovadora permite que a sensibilidade de Webb durante a missão seja limitada apenas pela luminosidade de fundo natural do céu (principalmente a luz zodiacal) em vez de ser comprometida pelo brilho térmico do próprio observatório, para todos os comprimentos de onda menores que 15 mícrons”, explica.
Todos os passos relacionados ao desdobramento do escudo foram testados em solo e operacionalmente no Centro de Operações da Missão. Para que a missão tenha sucesso, é crucial que estas atividades críticas sejam executadas em ordem e com precisão.
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