
Elon Musk tem uma previsão bastante otimista para quando uma de suas empresas, a SpaceX, conseguirá realizar o sonho de levar humanos a Marte. Questionado sobre o tema durante uma entrevista de quase duas horas e meia no podcast de Lex Friedman, ele pensou por cerca de 20 segundos e respondeu: “no melhor caso, cinco anos. No pior caso, dez anos“.
Segundo o executivo, o principal obstáculo a ser superado é a engenharia. Ele afirma que a Starship é a espaçonave mais complexa já construída “por uma ordem de magnitude”, e que seu principal critério de otimização é custo por tonelada para a órbita terrestre e, eventualmente, custo por tonelada até Marte.
“Há um custo por tonelada para a superfície de Marte a partir do qual podemos arcar com o custo de manter uma cidade autosustentável. Hoje você não conseguiria voar até Marte nem por US$ 1 trilhão, então temos que superar isso”, afirma.
“A Starship pode, em teoria, chegar a um custo por lançamento de US$ 1 milhão, talvez US$ 2 milhões, e colocar 100 toneladas em órbita, o que é loucura. Não precisamos reinventar a física“.
O bilionário afirma que a estratégia para Marte é diferente do programa Apollo, da Nasa, que levou homens à Lua entre 1969 e 1972. “Com Marte, nosso objetivo não é deixar pegadas e bandeiras e não retornar por 50 anos”, disse. “Para superar o ‘grande filtro’, precisamos ser uma espécie multiplanetária”, diz o bilionário.
O “grande filtro” é uma das muitas teorias para explicar o chamado Paradoxo de Fermi, que pode ser resumido na seguinte pergunta: “porque nunca encontramos uma outra civilização inteligente no universo, se todas as estimativas apontam que elas deveriam ser abundantes?”.
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