
Quando se fala em carros elétricos, logo imaginamos um veículo equipado com uma grande bateria de íons de lítio, como os da Tesla. A tecnologia é comprovada, a estrutura para produzi-las em larga escala já existe e elas têm excelente densidade energética, ou seja, a relação entre a quantidade de energia que podem armazenar e seu peso.
Mas existem outras formas de armazenar e gerar energia para um veículo elétrico. Uma delas são as células de combustível movidas a hidrogênio: o gás é comprimido e armazenado em um tanque, e quando combinado com oxigênio produz eletricidade e vapor d’água.
Em teoria o hidrogênio é a fonte de energia perfeita, limpa e abundante. As células de combustível são a abordagem adotada pela Nikola, uma empresa que está desenvolvendo uma picape elétrica chamada Badger, que irá competir com o Cybertruck, da Tesla.
Em resposta a um gráfico detalhando a eficiência de várias formas de armazenamento de energia o CEO da Tesla, Elon Musk, fez um trocadilho dizendo “Fuel Cells = Fool Sells”, dando a entender que só tolos investiriam na tecnologia, que ele já chamou de “incrivelmente estúpida”.
O problema, segundo Musk, é que “é simplesmente muito difícil produzir hidrogênio, armazená-lo e usá-lo em um carro. O Hidrogênio é um mecanismo para armazenamento de energia, não uma fonte”.
Um Mazda RX-8 movido a hidrogênio. Foto: 160SX, Wikimedia Commons (CC-BY-SA 3.0)
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