
Conforme noticiado pelo Olhar Digital, a erupção do vulcão subaquático Hunga Tonga-Hunga Ha’apai, que aconteceu no último dia 15, deixou o arquipélago de Tonga quase completamente incomunicável com o restante do mundo, tendo em vista que o desastre natural rompeu o único cabo submarino de fibra óptica que permite a conexão do arquipélago com a Internet.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Nova Zelândia, pode levar mais de um mês para que os 49.889 km de cabo no Pacífico Sul sejam totalmente reparados. Acredita-se que o cabo, operado pela Tonga Cable, tenha sido danificado a cerca de 37 km da costa.
Por enquanto, apenas uma conexão sem fio 2G foi estabelecida na ilha principal, usando uma antena parabólica da Universidade do Pacífico Sul. Isso foi feito de forma provisória, uma vez que o serviço é irregular e a conexão é lenta.
De acordo com o engenheiro-chefe da Virgin Media, Peter Jamieson, que também é vice-presidente do conselho da Associação Europeia de Cabos Submarinos, o processo para “remendar” o cabo é bastante simples. “Eles vão enviar um pulso de luz a partir da ilha, e uma máquina vai medir quanto tempo ele leva para viajar até o ponto da ruptura — isso vai estabelecer onde ela está”, explica Jamieson.
Segundo ele, na sequência, uma embarcação especializada em reparo de cabos será enviada ao local da primeira ruptura. Usando um ROV (sigla em inglês para “veículo submarino operado remotamente”) ou uma ferramenta conhecida como arpéu — que é basicamente um gancho em uma corrente — eles vão trabalhar na recuperação do ponto quebrado.
Quando houver a reconexão dessa extremidade ao novo cabo a bordo da embarcação, o mesmo processo será realizado na outra extremidade da ruptura. Segundo a agência de notícias Reuters, se tudo correr dentro do previsto, todo o processo levará entre cinco e sete dias para ser concluído.
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