
Quando avistamos uma faixa iluminando o céu noturno no plano das constelações do zodíaco, logo depois do anoitecer ou pouco antes do amanhecer, estamos diante de um fenômeno conhecido como “luz zodiacal”, que se apresenta com uma forma indefinida, aparentando um cone inclinado.
Seu brilho é causado pela incidência da luz em milhões de minúsculas partículas que faziam parte do disco protoplanetário – a nuvem rotativa de gás e poeira que orbitava ao redor do Sol no início da formação do nosso sistema solar. Essa nuvem formou planetas e asteroides, mas parte da poeira original foi deixada para trás.
De acordo com uma pesquisa de uma equipe de astrônomos e estudantes do ensino médio da China, um fenômeno semelhante ocorre nos céus de pelo menos alguns exoplanetas potencialmente habitáveis. E isso pode ser mais uma pista para cientistas que procuram descobrir como esses mundos exóticos podem ser.
“Se pudermos detectar a luz zodiacal de um sistema de planetas distante, então esse sistema provavelmente tem componentes como asteroides e cometas, que não podem ser facilmente detectados diretamente de outras maneiras”, disse o principal autor do estudo, Jian Ge, astrônomo do Observatório Astronômico de Xangai, durante uma coletiva de imprensa realizada virtualmente pela Sociedade Astronômica Americana.
Ge e sua equipe avaliaram 47 planetas alienígenas potencialmente habitáveis diferentes estudados pelo telescópio espacial Kepler, da Nasa, que encerrou as operações em 2018.
Para analisar cada planeta, a equipe reuniu uma série de dados fornecidos por fontes como a missão Gaia, da Agência Espacial Europeia (ESA), o Wide-field Infrared Survey Explorer (WISE) e o Spitzer Space Telescope, da Nasa, entre outros.
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