
Uma empresa norte-americana chamada QuantumScape anunciou nesta semana que seus esforços de quase uma década para desenvolver um novo tipo de bateria para carros elétricos estão dando frutos, e que conseguiu um “salto” em testes recentes do conceito.
As atuais baterias para carros elétricos usam a tecnologia de íons de lítio (também conhecidas como Li-Ion, ou Lithium Ion), o mesmo tipo usado em smartphones, tablets e notebooks. Elas contêm um material líquido que funciona como um eletrólito, permitindo que os íons de lítio fluam do polo positivo da bateria (catodo) para o polo negativo (ânodo), gerando uma corrente elétrica.
Embora seja amplamente usada, esta tecnologia tem uma série de desvantagens. Entre elas um longo tempo de recarga e o desgaste gerado pelo crescimento de “dendritos”, estruturas rígidas com projeções pontiagudas que aceleram reações indesejadas entre o eletrólito e o lítio, causando a falha da bateria.
Além disso, o eletrólito pode congelar em temperaturas muito baixas e todo o conjunto é instável. Uma célula da bateria que seja perfurada, durante uma colisão, por exemplo, pode entrar em combustão espontânea em questão de instantes. Isso iniciará uma reação em cadeia com as células vizinhas que pode fazer com que um veículo seja rapidamente envolto em chamas de altíssima temperatura e difíceis de controlar.
A solução da QuantumScape é a bateria de lítio-metal, uma bateria para carros elétricos com tecnologia de “estado sólido”, já que dispensa o eletrólito líquido. Em seu lugar ela usa um separador cerâmico seco, que permite transferência de energia com mais eficiência.
Ela não é 100% de estado sólido, já que ainda existe um componente em forma de gel. Mas parece ter eliminado os principais pontos negativos de um eletrólito líquido: funciona em tempo frio sem congelar e não permite o surgimento de dendritos que prejudicam a eficiência da bateria.
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