
Tudo tem o seu fim, até mesmo as estações espaciais. A Nasa divulgou nesta segunda-feira (31) o “plano de transição para a Estação Espacial Internacional (ISS)”, que inclui os principais objetivos para o laboratório orbital na próxima década, além do que será feito com ela quando chegar ao fim de sua vida útil.
Eles contemplam a operação da ISS até setembro de 2030, quando ela completará 30 anos de ocupação ininterrupta. E embora boa parte dela, como os sistemas de geração de energia, controle ambiental, suporte de vida e comunicação possam ser reparados ou substituídos em órbita, sua estrutura primária, incluindo os principais módulos, radiadores e estruturas de suporte, não são.
Eles estão sujeitos a fadiga, seja causada por manobras, pela chegada e partida de espaçonaves, ou pela expansão e contração do material devido à variação na temperatura à medida que a estação gira ao redor da Terra. E por mais resistente que seja o material, uma hora ele vai ceder. Isso já pode ser percebido no módulo russo, por exemplo, onde rachaduras já foram encontradas.
Os membros responsáveis pela operação da ISS, entre eles as agências espaciais dos EUA (Nasa), Canadá (CSA), Europa (ESA) e Japão (Jaxa) já completaram análises da extensão da vida útil da estação até 2028, e a agência espacial russa (Roscosmos) já fez a análise até 2024 e está trabalhando na análise até 2030.
Mas além deste período, não há muito mais esperança. E quando a ISS não puder mais ser habitada, o que fazer com uma estrutura de 73 metros de comprimento, 109 metros de largura e 444 toneladas? Ora, arremessá-la contra a Terra, é claro!
Obviamente, existe um termo técnico para isso: “deórbita”. E também existe um plano para isso ser feito de forma segura e controlada, sem colocar em risco os habitantes de nosso planeta. Ao contrário do que fizeram recentemente os chineses e russos.
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