
A Blue Origin, empresa aeroespacial fundada pelo bilionário Jeff Bezos, testou com sucesso as capacidades de separação e entrega de carga no espaço da coifa do foguete New Glenn, segundo anunciou a própria empresa no Twitter.
O New Glenn será o primeiro foguete de classe orbital da Blue Origin, e poderá levar cargas de até 45 toneladas para a baixa órbita da Terra e quase 14 toneladas para a órbita geoestacionária do planeta. Esses números são relativamente similares aos foguetes Falcon Heavy, da concorrente SpaceX.
Check out the first jettison test of #NewGlenn’s massive 7M fairing which took place at @NASAglenn's Armstrong Test Facility Space Environments Complex in Ohio. This test validated acoustics, cleanliness, and environments that payload customers are expecting. pic.twitter.com/Z7hbagYDdD
O teste da coifa (ou “cone do nariz”, peça que protege a carga na ponta do foguete durante a subida) envolveu acionar os separadores que ejetam as duas metades da peça, expondo a carga, um satélite ou algo do tipo, ao espaço. Além de garantir a separação, a Blue Origin também precisa se certificar que as duas metades se afastem o suficiente do foguete para evitar o “recontato”, ou seja, colidam com ele, o que pode causar danos catastróficos.
Comparado ao seu principal concorrente, o foguete New Glenn tem algumas vantagens: com pouco menos de 100 metros (m) de altura, ele aposta em um design de núcleo único, enquanto o Falcon Heavy é multi-núcleo, com três primeiros estágios do Falcon 9 trabalhando lado a lado E mesmo com um conjunto supostamente menor, o New Glenn entrega quase a mesma potência.
No que tange à praticidade do design, o New Glenn se assemelha mais ao Falcon 9, o mais “fraquinho” dos três foguetes da SpaceX (considerando que o Super Heavy ainda não fez sua estreia, convenhamos). Assim como na empresa de Elon Musk, o foguete conta com um primeiro estágio reutilizável, um segundo estágio dispensável e a maior coifa de material composto do mundo — também dispensável.
Entre para comentar.