Julia Monteiro
Julia Monteiro
Veiculos e Tecnologia · 19 de fevereiro de 2021 · 2 min de leitura ·

5 ameaças ao mercado de ações de fabricantes de veículos elétricos

5 ameaças ao mercado de ações de fabricantes de veículos elétricos

O ano passado representou um avanço para o mercado de ações de veículos elétricos. Montadoras como a Tesla e a chinesa Nio decolaram nas bolsas de valores, e até mesmo startups recém-surgidas no setor tiveram crescimento expressivo, superando grandes nomes já estabelecidos.

No entanto, é comum ver mudanças drásticas nas cotações ao redor do mundo, e essas empresas não estão a salvo, mesmo com o momento favorável.

Com isto em mente, os analistas David Whiston, da consultoria financeira Morningstar, e Joseph Fath, da firma de gerenciamento de investimentos T. Rowe Price, elencaram as cinco principais ameças que podem fazer o preço das ações de companhias que fabricam veículos elétricos despencar em 2021.

O Federal Reserve (ou Fed), banco central dos Estados Unidos, é o órgão que controla as taxas de juros no país. As taxas pagas por bancos ao tomarem empréstimos de outros bancos são chamadas de federal funds rate (taxa federal de fundos, em tradução livre), e nos últimos dez anos elas têm permanecido baixas, o que, por sua vez, favorece os empréstimos tomados por pessoas físicas.

Este fator torna o investimento em ações mais atrativo do que no chamados bonds, ou títulos, e nas poupanças. Mas de acordo com Whiston, caso as federal funds rates subam este ano, o jogo pode virar, o que prejudicaria o mercado de ações em geral, incluindo as empresas de veículos elétricos.

Carros elétricos representam, para o público em geral, avanço tecnológico e modernidade. Características como essas atraem a atenção de investidores, o que algumas montadoras tradicionais não têm conseguido fazer. Mas há quem encontre formas de valorizar suas ações com uma “repaginada”, como a GM, por exemplo.

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