
Incidentes envolvendo problemas com motores de aviões Boeing 777 acenderam um sinal de alerta na fabricante. Companhias aéreas do Japão e dos Estados Unidos chegaram a suspender decolagens do modelo após o voo 328 da United Airlines sofrer uma falha em Denver neste fim de semana.
De acordo com a investigação em andamento das autoridades norte-americanas, duas pás do ventilador no motor número 2 do avião sofreram fraturas, fazendo com que a aeronave soltasse peças em um subúrbio de Denver. Em dezembro, em outro incidente com o mesmo modelo da Boeing, foram encontradas duas pás do ventilador do motor danificadas.
Had a front row seat to the entire engine failure on United flight 328. Kinda traumatized to fly United more. #UnitedAirlines pic.twitter.com/5KdJn1BGfV
Imagens da aeronave sobrevoando os Estados Unidos rapidamente se espalharam pelas rede sociais. De acordo com o presidente do National Transportation Safety Board (NTSB), Robert Sumwalt, o motor Pratt & Whitney PW4000 produziu com um “estrondo” quatro minutos após a decolagem. A análise inicial constatou pequenos danos ao corpo da aeronave, mas nenhum dano estrutural.
“O importante é que realmente entendamos os fatos, circunstâncias e condições em torno deste evento em particular antes de podermos compará-lo com qualquer outro evento”, disse Sumwalt. O mesmo motor do Boeing 777 é usado em 128 aviões, ou menos de 10% da frota global da marca.
O foco da investigação está na fabricante de motores Pratt e os analistas esperam pouco impacto financeiro sobre a Boeing, mas os problemas do PW4000 são uma nova dor de cabeça para a fabricante de aviões, que se recupera de uma crise muito mais séria causada pelo 737 MAX. O carro-chefe da marca ficou encalhado por quase dois anos após dois acidentes fatais.
Entre para comentar.