Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 16 de fevereiro de 2022 · 2 min de leitura ·

UE propõe nova política espacial: saiba o que isso significa

UE propõe nova política espacial: saiba o que isso significa

A fim de estabelecer um posicionamento mais firme em relação ao aumento da competitividade aeroespacial, a União Europeia (UE) propôs uma nova política espacial, contemplando benefícios majoritários – como investimentos em conectividade e também em gerenciamento de espaço, bem, no espaço.

Segundo o bloco econômico, a ideia é resguardar a eficiência e segurança de práticas atualmente tomadas pela UE (por meio de sua agência espacial, a ESA), ao mesmo tempo em que estabelece iniciativas de desenvolvimento tecnológico para a população.

“A tecnologia espacial é essencial para facilitar o nosso dia a dia, contribuindo para um futuro mais verde, digital e resiliente para o nosso planeta”, diz trecho do comunicado no site da UE. “No papel de potência do espaço, o programa da União Europeia já oferece dados de alto valor para uma série de aplicações diárias, como transporte, agricultura e resposta a emergências contra mudanças climáticas, para citar alguns exemplos”.

“Entretanto, devido aos novos desafios e ao aumento da concorrência internacional, a UE deve atualizar a sua política espacial para que ela evolua constantemente e se adapte, se quisermos continuar a gozar livremente dos benefícios trazidos pelo espaço”.

O primeiro pilar dessa nova empreitada envolve o investimento de     € 6 bilhões (R$ 35,17 bilhões) vindos de várias partes (“orçamento da união, países membros, contribuições da ESA e da iniciativa privada”, segundo o texto) no desenvolvimento de um sistema reforçado de comunicação via satélites que “vai dar suporte à proteção de infraestruturas essenciais, vigilância, ações externas, gestão de crise e aplicações necessárias para a economia, segurança e defesa de países membros”.

Outro benefício da nova estrutura será o de “permitir que o setor privado ofereça serviços que tragam o acesso dos cidadãos a conexões avançadas, confiáveis e velozes por toda a Europa”, incluindo as chamadas “zonas mortas”, onde sinais variados chegam com mais dificuldade, isso quando chegam.

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