
Quase como um “efeito cascata”, a Renault anunciou que o agravamento nos casos de Covid-19 no Brasil forçou a montadora a suspender as atividades na fábrica em São José dos Pinhais (PR). A empresa é a sexta a adotar a medida nas últimas semanas, ao lado da Nissan, Mercedes-Benz, Volkswagen, Volvo e Scania.
A produção no Complexo Ayrton Senna será interrompida a partir da próxima segunda-feira (29), para “contribuir para o isolamento social neste momento em que diferentes cidades adotaram medidas mais restritivas”, de acordo com a nota oficial da Renault.
O retorno está agendado, a princípio, para o dia 5 de abril. Assim como em outras montadoras, funcionários administrativos continuam trabalhando em regime de home office.
“Desde o início da pandemia nossa prioridade tem sido a saúde dos nossos colaboradores. Implementamos um completo protocolo de saúde e segurança, que segue vigente desde maio de 2020. Ao longo de todo este período operando com a adoção do protocolo, nossa experiência demonstrou que todas as fábricas do Complexo Industrial Ayrton Senna são um ambiente seguro”, completou a Renault em nota oficial.
Mais cedo, a Nissan, que faz parte do mesmo grupo que a Renault, anunciou sua unidade em Resende (RJ) terá suas atividades suspensas entre os dias 26 de março e 9 de abril.
Na última terça-feira (23), a Mercedes-Benz anunciou o fechamento das suas unidades em São Bernardo do Campo (SP) e Juiz de Fora (MG) a partir do dia 26, com retorno previsto para 5 de abril. Caso as medidas restritivas permaneçam após 5 de abril, serão concedidas férias coletivas para grupos alternados de funcionários, de acordo com o planejamento das fábricas.
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