Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 17 de fevereiro de 2022 · 2 min de leitura ·

Veja imagens das nuvens de Marte em movimento captadas pelo Curiosity

Veja imagens das nuvens de Marte em movimento captadas pelo Curiosity

Perto de completar 10 anos de operação em Marte, o rover Curiosity capturou lindas imagens da atmosfera marciana: nuvens à deriva que passavam sobre seu local de exploração no Monte Sharp (Aeolis Mons). O registro tem como objetivo medir a velocidade dessas nuvens.

De acordo com o Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa, isso não foi nada fácil. Isso porque as câmeras do Curiosity não foram projetadas para olhar para o céu, e sim para fazer imagens de rochas no solo de Marte e características da paisagem em sua jornada para buscar antigos sinais de habitabilidade.

“As nuvens marcianas são muito tênues na atmosfera, por isso são necessárias técnicas especiais de imagem para vê-las”, explicou a equipe do JPL responsável pelo Curiosity em um post no blog da missão. “Várias imagens são tiradas para obter um fundo claro e estático. Isso permite que qualquer outra coisa que se mova na imagem — como nuvens ou sombras — se torne visível após subtrair esse fundo estático de cada imagem individual”.

Segundo o post, as nuvens (e suas sombras na superfície) foram capturadas em dois filmes de oito quadros em 12 de dezembro do ano passado, durante o 3.325º dia marciano, ou Sol, da missão. Lembrando que os dias no Planeta Vermelho são ligeiramente mais longos do que o ciclo de 24 horas na Terra.

“O rover usou sua câmera de navegação duas vezes para examinar as nuvens sob duas perspectivas diferentes”, diz o artigo do JPL. Duas visões permitem que os cientistas calculem a velocidade e a altura das nuvens, que por sua vez fornece pistas sobre sua composição.

“Essas nuvens são muito altas, quase 80 km acima da superfície. É extremamente frio nessa altura, o que sugere que essas nuvens são compostas de gelo de dióxido de carbono em oposição às nuvens de gelo de água, que normalmente são encontradas em altitudes mais baixas”, afirmou a nota.

Compartilhe