
Com o objetivo de evitar colisões de satélites, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) desenvolveu um novo sistema de alerta, projetado para avisar os operadores quando suas espaçonaves podem estar em rota de colisão com outro objeto. De acordo com o site Space.com, essa é uma preocupação real e crescente, dado o quão lotada a órbita da Terra vem se tornando.
Demonstrado em uma conferência de imprensa via webcast na última semana, o protótipo é chamado de Repositório de Dados de Arquitetura Aberta (OADR). Trata-se de um banco de dados armazenados em nuvem que mantém o controle sobre a crescente população de satélites e outros corpos na órbita da Terra, alertando se há perigo de colisão. Segundo seus desenvolvedores, o sistema também pode enviar avisos meteorológicos, como riscos de tempestades, além de apresentar planos de telemetria e manobras ao vivo de outros satélites.
O OADR coleta dados sobre condições espaciais de uma série de sensores terrestres que juntos cobrem grande parte do planeta. O sistema está ligado tanto a estações em solo afiliadas ao governo dos EUA quanto a uma rede de estações comerciais (especialmente no Hemisfério Sul).
Segundo a NOAA, o OADR pega todos esses dados e cria uma imagem do ambiente orbital, que ele usa para avaliar se há alguma “conjunção” iminente — encontros próximos entre objetos em órbita. Se houver algum, o sistema pode transmitir esses dados de volta para os operadores na Terra como uma espécie de previsão meteorológica, dando-lhes um intervalo de vários dias para mover seus satélites para fora do caminho.
“Uma notificação de furacão exibe um cone de probabilidade que muda continuamente à medida que novos dados são obtidos”, disse Scott Leonard, conselheiro especial do Escritório de Comércio Espacial da NOAA. “Uma conjunção é semelhante”.
De acordo com Leonard, a equipe da OADR ainda precisa resolver algumas falhas com a automatização de processos de coleta e previsão de dados. Se tudo correr de acordo com o plano, a operação pública inicial do sistema ocorrerá até 2024, e ele estará totalmente operacional até 2025.
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