
Depois de um período trabalhando em modo de segurança, o Observatório Neil Gehrels Swift, um “caçador de raios gama” de quase 18 anos da Nasa, está de volta às operações científicas.
De acordo com a agência espacial norte-americana, a pausa temporária foi necessária em resposta a uma falha em uma das rodas de reação. Swift usa um total de seis desses discos, usados para apontar de forma autônoma a espaçonave na direção de possíveis rajadas de raios gama (GRBs).
Agora, o observatório está operando com apenas cinco rodas de reação, segundo revelou a Nasa em comunicado. “A espaçonave e seus três instrumentos estão saudáveis e operando como esperado”, diz a nota. “A equipe está monitorando o desempenho do observatório, enquanto Swift retoma sua missão de estudar o universo de alta energia”.
De acordo com a Nasa, a correção permitirá que Swift continue sondando as origens dos GRBs, que são explosões incrivelmente energéticas em galáxias distantes que intrigam os astrônomos há décadas. A missão primária de Swift foi planejada para durar apenas dois anos, sendo estendida em várias ocasiões com base em seu desempenho científico e saúde de seus instrumentos.
A falta de uma das rodas pode interferir no trabalho do caçador de raios gama, mas sem atrapalhar seus resultados. “A equipe espera que a mudança atrase ligeiramente o tempo inicial de resposta da espaçonave ao responder aos gatilhos de explosão de raios gama a bordo, mas isso não afetará a capacidade de Swift de fazer essas observações e atender aos seus requisitos operacionais originais”.
Raios gama são a forma mais energética de luz, persistindo em qualquer lugar por meros milissegundos a horas. No entanto, a origem dessas explosões ainda não está bem documentada.
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