Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 22 de fevereiro de 2022 · 2 min de leitura ·

Nasa e empresas parceiras lançam desafio mundial na busca por vida em Marte

Nasa e empresas parceiras lançam desafio mundial na busca por vida em Marte

Por quase 60 anos, missões robóticas têm explorado a superfície de Marte em busca de evidências potenciais de vida. E muitas outras missões se juntarão nessa procura nos próximos anos.

Tendo em vista a quantidade de dados que podemos esperar dessas missões, a Nasa está procurando novos métodos para analisar amostras geológicas. Para isso, a agência fez uma parceria com a plataforma global de crowdsourcing HeroX e com a empresa de ciência de dados DrivenData para lançar o desafio “Espectrometria de Marte: Detectar evidências de Vida Passada”.

Com prêmios que totalizam US$30 mil (R$150 mil, aproximadamente), o desafio busca métodos inovadores que dependem do aprendizado de máquina para analisar automaticamente amostras geológicas marcianas em busca de possíveis sinais de vida passada.

Apesar das quase seis décadas de esforços conjuntos de várias agências espaciais, a busca por vida em Marte rendeu pouco mais do que resultados inconclusivos. No entanto, pesquisas modernas descobriram que o planeta era um lugar muito mais quente e úmido bilhões de anos atrás. Essa descoberta é um dos avanços mais profundos da ciência planetária e levou a esforços renovados para encontrar evidências de vida passada (e talvez até mesmo presente) em Marte.

Durante a Era Noachiana (cerca de 4,1 a 3,5 bilhões de anos atrás), Marte tinha uma atmosfera mais densa, e as condições da crosta eram quentes o suficiente para que a água líquida fluísse em sua superfície. 

Evidências disso são preservadas hoje na forma de canais fluviais, depósitos sedimentares, deltas e outras características conhecidas por se formar na presença de água corrente. Sabendo por quanto tempo essas condições persistiram, os cientistas esperam determinar por quanto tempo a vida poderia ter existido.

Compartilhe