Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 28 de fevereiro de 2022 · 2 min de leitura ·

Nova espécie de orquídea descoberta no Equador já está ameaçada de extinção

Nova espécie de orquídea descoberta no Equador já está ameaçada de extinção

Uma nova espécie de orquídea descoberta no Equador foi descrita por orquidólogos poloneses, com a ajuda de uma empresa equatoriana especializada na pesquisa, cultivo e fornecimento de plantas. Infelizmente, ela já é considerada “criticamente ameaçada” devido à destruição do seu hábitat pela atividade humana e por efeitos das mudanças climáticas.

A história é curiosa: os primeiros exemplares da Maxillaria anacatalina-portillae, como a espécie foi batizada, foram encontrados por Alex Portilla, fotógrafo e gerente de vendas da Ecuagenera, em 2003. A orquídea foi fotografada em seu hábitat natural na província de Carchi, no norte do Equador e levada às estufas da empresa para cultivo. Mais tarde, foi oferecida comercialmente com o nome de outra espécie do mesmo gênero, a Maxillaria Sanderiana Xanthina.

Ao mesmo tempo, os cientistas poloneses Prof. Dariusz L. Szlachetko e a Dra. Monika M. Lipińska estavam trabalhando na classificação e delimitação das espécies no gênero neotropical Maxillaria, um dos maiores entre as orquídeas.

Para isso, eles investigaram amostras nas coleções de herbários em toda a Europa e nas Américas, e realizaram várias expedições na América do Sul em busca das plantas.  E foi numa dessas expedições que eles encontraram exemplares da nova espécie na natureza, e ficaram intrigados com suas flores de coloração única.

Suspeitando que se tratava de uma nova espécie, eles juntaram esforços com a Dra. Natalia Olędrzyńska e o Dr. Aidar A. Sumbembayev para conduzir análise morfológica e filogenética usando amostras de cultivadores comerciais e entusiastas, bem como plantas compradas da Ecuagenera, cultivadas em estufas na Universidade de Gdánsk, na Polônia.

Após confirmação de que se tratava de uma nova espécie, a orquídea foi rebatizada. O “anacatalina-portillae” no nome é uma homenagem à filha de seu descobridor, chamada Ana Catalina Portilla Schröder. A descrição da espécie foi publicada no periódico científico PhytoKeys.

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