
Reconhecida por ser uma das marcas de motocicletas mais amadas do mundo, parece que a Ducati não irá entrar tão cedo no mercado de veículos elétricos. Mesmo após o CEO Claudio Domenicali afirmar, em 2019, que “o futuro é elétrico”, parece que fábrica italiana não tem interesse no setor a curto prazo.
Novas declarações de Domenicali à imprensa especializada confirmaram que a Ducati não fez nenhum progresso em relação às motocicletas elétricas. Acontece, de acordo com o anúncio oficial, que a bateria tem sido o maior obstáculo para a marca.
“Digamos que neste momento a principal complexidade em fazer motocicletas elétricas com alto desempenho e autonomia está na bateria. Portanto, estamos acompanhando com muita atenção a evolução desse componente, e neste momento estamos avaliando quando e em que momento a quantidade de energia que pode ser armazenada em uma bateria fará de alguma forma um produto como uma moto elétrica em escala real utilizável”, explicou o CEO, detalhando que as fontes de energia de íon-lítio não “avançaram o suficiente” para fornecer o desempenho suficiente na criação de um veículo elétrico.
“Há uma evolução evidentemente importante, porque em comparação com, por exemplo, quinze anos atrás, houve uma mudança importante (…) e hoje, as baterias de lítio têm um alto desempenho, mas ainda não são capazes de armazenar uma quantidade suficiente de energia para manter o peso da moto no nível atual. Hoje, portanto, são necessários compromissos entre autonomia e peso”, declarou.
Domenicali ainda disse que aguarda para “meados desta década” um passo importante no desenvolvimento de baterias, e atualizações ainda mais importantes para o “final dos anos 2020”.
Embora Domenicali pareça admitir que a Ducati não consegue acompanhar a tecnologia de startups ou os fabricantes que já adotaram a produção de modelos elétricos, ele não nega que as motos elétricas podem ser uma adição benéfica à marca “no futuro”.
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