Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 1 de março de 2022 · 2 min de leitura ·

Primos do T. Rex: estudo sugere que existiam outras duas espécies de tiranossauro

Primos do T. Rex: estudo sugere que existiam outras duas espécies de tiranossauro

Uma nova análise de restos esqueléticos de mais de 30 tiranossauros revela diferenças físicas no fêmur, além de outros ossos e estruturas dentárias entre espécimes que poderiam sugerir que esse icônico dinossauro deveria ser dividido em três espécies distintas. De acordo com um estudo publicado nesta terça-feira (1º) na Evolutionary Biology, o gênero Tyrannosaurus contaria também com o T. Imperator e o T. Regina. 

Pesquisas anteriores já haviam reconhecido variação entre fósseis dos tiranossauros no fêmur e apontado espécimes com um ou dois dentes incisivos finos em cada lado das extremidades dianteiras da mandíbula.

Gregory Scott Paul, um conhecido paleontologista norte-americano independente, e sua equipe de pesquisadores analisaram os ossos e restos dentários de especificamente 37 espécimes de tiranossauro. Eles compararam a robustez do fêmur em 24 dos espécimes, medida calculada a partir do comprimento e circunferência que dá uma indicação da força do osso. Também foi medido o diâmetro da base dos dentes ou espaço nas gengivas para avaliar se os espécimes tinham um ou dois dentes incisivos finos.

Os autores observaram que o fêmur variava entre os espécimes, sendo alguns mais robustos e outros mais delgados. Como havia duas vezes mais fêmures robustos do que os delgados entre os espécimes, isso sugere que não é uma diferença causada pelo sexo, algo que provavelmente resultaria em uma divisão mais equilibrada, segundo os pesquisadores.

De acordo com o estudo, a variação dos fêmures também não está relacionada ao crescimento do animal, pois foram encontrados fêmures robustos em alguns espécimes juvenis com dois terços do tamanho de um adulto e fêmures afilados foram identificados em alguns espécimes já em plena maturidade.

Entre os espécimes usados no estudo, 28 puderam ser identificados em camadas distintas de sedimentos (estratigrafia) nas formações lancianas superiores de Masstrichtianos na América do Norte (período estimado entre 67,5 a 66 milhões de anos atrás). Os autores compararam os espécimes de tiranossauros com outras espécies de terópodes encontradas em camadas inferiores de sedimentos.

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