
Foram longos 12 anos de negociações até a concretização da adesão do Brasil ao Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern, na sigla em francês), reconhecidamente o maior laboratório de física do mundo.
Agora, o processo de filiação está na dependência da aprovação do Congresso Nacional, principalmente em termos financeiros, já que é estimado que o Brasil terá de pagar US$ 10 milhões (R$ 51 milhões, na cotação atual) anualmente para manter sua participação. No entanto, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) afirma que o orçamento da pasta já reservou os recursos necessários para que a contribuição anual do país seja cumprida.
As coisas estão tão encaminhadas que o ministro Marcos Pontes já está em Genebra para assinar o termo de adesão, em cerimônia oficial a ser realizada nesta quinta-feira (3).
“Esse acordo é uma espera de doze anos da comunidade científica e também do setor produtivo do Brasil”, declarou o ministro em entrevista ao UOL. Segundo ele, o acordo permitirá maior intercâmbio de pesquisadores e o envolvimento de entidades brasileiras em projetos internacionais.
De acordo com Pontes, a filiação também trará resultados para o setor produtivo, já que empresas poderão fornecer equipamentos para a expansão e manutenção das instalações do Cern. Em relação ao alto valor da contribuição anual, o ministro afirma que o investimento será recuperado pela venda de produtos das empresas nacionais no mercado global.
Após a assinatura, começa a correr o prazo de um ano para a ratificação do compromisso pelo Congresso Nacional. Só depois disso é que o acordo entrará em vigor.
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