Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 3 de março de 2022 · 2 min de leitura ·

Astronautas da Axiom prometem “não atrapalhar” tripulantes da ISS

Astronautas da Axiom prometem “não atrapalhar” tripulantes da ISS

A missão Ax-1, a primeira missão privada a levar astronautas civis da para a Estação Espacial Internacional (ISS), não deve causar nenhum distúrbio aos tripulantes atuais da mega estrutura em órbita na Terra. Ao menos, é o que garantiu o comandante Michael López-Alegría, que, durante um briefing virtual para os astronautas e para a imprensa, promovido pela Axiom e pela NASA, disse que “vai garantir” que a equipe “não atrapalhe os atuais membros da estação enquanto estiverem lá”.

“Nós temos a maior sensibilidade a isso, e pensamos que esse é um ótimo exemplo a ser dado para tripulantes futuros”, disse o comandante. “Todos da nossa equipe são muito dedicados, muitos profissionais, e nós estamos levando isso muito, muito a sério”.

A ISS sempre conta com uma tripulação heterogênea, com astronautas da NASA e da ESA, bem como cosmonautas da Roscosmos. Outras agências também já enviaram seus viajantes para a estrutura espacial. Ao contrário do que se pensa, porém, eles não apenas “estão” lá: a ISS é um pólo de pesquisas científicas de vários campos, e os astronautas sempre estão conduzindo experimentos em vários pilares, desde virologia até engenharia mecânica.

“Sabemos que isso não é turismo”, disse López-Alegría, ressaltando que seus astronautas também estarão viajando na missão da Axiom para “conduzir ciências sérias”.

A missão Ax-1 é a primeira missão privada a conduzir astronautas para a ISS. Operada pela Axiom com auxílio da NASA e da SpaceX, que fornecerá o foguete Falcon 9 e a nave Crew Dragon para transportar a tripulação. López-Alegría, o comandante, é um astronauta veterano que já passou um tempo na ISS e, agora em sua quinta viagem ao espaço, parte como contratado da Axiom Space.

Acalmar os ânimos de uma tripulação quase que inteiramente formada por “astronautas de primeira viagem” provavelmente é a melhor escolha: apesar do senso de camaradagem entre os astronautas da NASA (EUA) e Roscosmos (Rússia), as tensões causadas pela guerra russo-ucraniana aqui na Terra já levaram questionamentos ao espaço. Colocar turistas dentro de um meio potencialmente volátil pode agravar uma situação já tensa.

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