
A Volvo planeja construir veículos usando aço sustentável a partir de 2026. A decisão chega em sintonia com o anúncio da empresa de interromper, ainda nesta década, a produção de carros a combustão e como parte de um acordo que pode reduzir significativamente as emissões de carbono da fabricação de seus carros.
A montadora sueca fechou uma parceria com a fabricante de aço do mesmo país, a SSAB, para explorar o desenvolvimento da liga metálica produzida sem a utilização de combustíveis fósseis. Com isso, a Volvo será a primeira empresa do setor a ter automóveis montados com a versão mais “verde” do material.
O projeto inovador da SSAB e da Volvo envolve a substituição do carvão por hidrogênio como principal combustível para manutenção da fábrica e geração de energia – uma parte crucial do processo. Além disso, a parceria prevê que a montadora ajude a fabricante da liga metálica em sua fábrica experimental – a Hybrit, que está desenvolvendo este aço sustentável -, assim como em construções de parques eólicos para auxiliar no abastecimento dessa planta.
De acordo com a Associação Mundial do Aço, o metal é responsável por 7% de toda a emissão de carbono na Terra, decorrente da queima maciça de carvão, utilizado para gerar energia nas siderúrgicas pelo mundo. Por isso, o material é um grande – a alguns, o maior – contribuinte para as consequência do efeito estufa.
No entanto, o aço é parte essencial da indústria automobilística, algo que faz com que o setor seja amplamente visto como um dos mais difíceis de descarbonizar. De forma resumida, os altos-fornos utilizados pelas montadoras usam grandes quantidades de energia, ao mesmo tempo que o dióxido de carbono também é liberado quando o carvão metalúrgico é usado para remover o oxigênio do minério de ferro.
A Volvo estima que o aço em seus carros a gasolina e diesel corresponde por 35% do carbono emitido durante a produção. Para os veículos elétricos da marca, o valor é de 20%, visto que usam significativamente mais energia na fabricação de baterias. Logo, a montadora espera que a substituição do carvão metalúrgico por hidrogênio reduza as emissões da produção de aço em pelo menos 90%.
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