Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 16 de março de 2022 · 2 min de leitura ·

Benefícios da homeopatia são “grandemente exagerados”, aponta estudo

Benefícios da homeopatia são “grandemente exagerados”, aponta estudo

Um novo estudo afirma que a prática da homeopatia tem benefícios “grandemente exagerados” devido à falta de evidência empírica de seus funcionamentos. Em outras palavras, o estudo afirma que a forma alternativa de medicina não tem testes que sigam o método científico de comprovação e traz poucos testes clínicos e, destes, houve o uso de métodos questionáveis que fizeram com que eles não fossem publicados em revistas e jornais de renome.

A homeopatia foi desenvolvida há cerca de 200 anos e é majoritariamente baseada no “princípio da similaridade” – basicamente, a crença de que uma substância que causa um certo sintoma em uma pessoa saudável terá um efeito curativo quando administrada a uma pessoa doente com sintomas similares.

Para fundamentar a pesquisa, os especialistas queriam descobrir se os testes clínicos publicados seriam não representativos de todos os estudos científicos da homeopatia, mas sim de apenas uma parcela que relatava apenas seu lado mais positivo – o nome desta prática é “pesquisa por viés de confirmação”. Basicamente, isso significa que você já tem um resultado na sua cabeça, e busca apenas por dados que confirmem essa visão (automaticamente descartando estudos que desmentem essa ideia, ainda que corretos).

Vale lembrar que o viés de confirmação é um método amplamente usado por negacionistas das vacinas da COVID-19.

Desde meados de 2008, uma prática comum no meio científico é a publicação de testes clínicos em registros específicos como algo ético para os pesquisadores. Em outras palavras: não é algo obrigatório, porém a prática é aceita na comunidade como uma certificação de validade científica.

Entende-se por “método científico” a reprodução de um método de estudo em busca do mesmo resultado, de forma independente. Na prática, imagine que você fez uma descoberta e a encaminhou a uma revista científica. Esta revista mostrará seu estudo para outros pesquisadores, pedindo que eles reproduzam seu método e comprovem seu resultado. Isso se confirmando, então você tem um estudo com validação científica (a chamada “revisão por pares”). Se houver diferença, então revisões podem ser necessárias conforme o número e o grau de inconsistências.

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