
A startup Aquarian Space está buscando investimentos para levar internet de alta velocidade à Lua, por meio de um satélite parecido com o de outras empresas do ramo, como SpaceX (Starlink) e OneWeb. Até o momento, a companhia baseada em Boulder, no estado norte-americano do Colorado, já conseguiu US$ 650 mil (R$ 3,23 milhões), cortesia de um investimento feito pela Draper Associates.
É importante ressaltar, porém, que a empresa não quer só “levar wi-fi” à Lua, mas sim estabelecer uma rota de conexão entre o nosso satélite e a Terra – e, se essa parte do projeto der certo, estender isso também a Marte.
Segundo um comunicado divulgado pela Aquarian Space, a ideia é criar uma estrutura de “redes de alta velocidade e alta entrega via satélites comerciais” chamada “Solnet”. De acordo com o texto, a empresa faz uma promessa bem alta para esse projeto: assegurar velocidades de até 100 megabits por segundo (Mbps) – mais que o triplo da média estadunidense, que levantamentos colocam em 30 Mbps para a maioria das residências.
“Em 2021, tivemos 13 módulos de pouso, rovers e satélites em órbita na Lua”, disse Kelly Larson, CEO da empresa. “Até 2030, teremos 200 [desses artefatos], criando uma economia lunar multibilionária. Mas isso não vai acontecer sem uma sólida e confiável linha de comunicação entre a Terra e a Lua”.
Hoje, agências espaciais como a NASA e a ESA utilizam um sistema chamado “EME” (“Earth-Moon-Earth” ou simplesmente “Terra-Lua-Terra”) para se comunicar com plataformas lançadas daqui para a Lua. Basicamente, trata-se de uma plataforma que envia e recebe informações de todo tipo por meio de ondas de rádio.
Entretanto, esse formato de comunicação, embora não seja exclusivo, requer uma ampla estrutura de transmissores que propagam ondas em direção à Lua, que as reflete de volta à Terra. Com o perdão do meme de internet, é uma literal “estrutura de milhões”. Faz sentido então que somente a NASA e agências congêneres em outros países consigam usá-las, com seus orçamentos de muitos dígitos.
Entre para comentar.