
Carros movidos a hidrogênio podem ser o futuro da Fórmula 1 (F1), de acordo com o diretor de esportes motorizados da modalidade, Ross Brawn, em entrevista à BBC. Segundo ele, a sustentabilidade é agora um objetivo central para o esporte, que se comprometeu a se tornar neutro em carbono até 2030.
O engenheiro por trás dos sete títulos mundiais do megacampeão Michael Schumacher descartou uma mudança para veículos totalmente elétricos. “Talvez o hidrogênio seja o caminho pela qual a F1 pode trilhar e ‘fazer barulho’, onde ainda possamos manter a emoção, mas avançando para uma solução diferente”, disse Brawn.
A Fórmula 1 tem, atualmente, um dos programas de sustentabilidade mais ambiciosos de qualquer esporte importante e, em 2019, anunciou o plano de zerar emissões de carbono até 2030 com metas que incluem:
A modalidade já tomou medidas para reduzir em cerca de um terço o número de pessoas e cargas que trafegam entre os locais de corrida, além de diminuir a operação da imprensa itinerante e os envolvidos na operação das transmissões.
No entanto, a Fórmula 1 ainda tem sido duramente criticada por ambientalistas pela falta de compensação em relação às atividades, seja em investimentos financeiros ou apenas em caráter de promoção, que incentivam de fato a redução das emissões – ou seja, o esporte faz pouco comparado aos gases de efeito estufa que produz.
Brawn reconhece que, como torneio de automobilismo de maior prestígio do mundo, a Fórmula 1 pode desempenhar um papel melhor e mais importante na formação das atitudes do público em relação à sustentabilidade e às mudanças climáticas. Porém, ele aponta que a modalidade não tem planos de se afastar dos veículos híbridos (que combinam motores elétricos e de combustão interna) durante a fase de evolução do esporte.
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