Julia Monteiro
Julia Monteiro
Veiculos e Tecnologia · 23 de julho de 2021 · 2 min de leitura ·

Mercedes-Benz vai desenvolver apenas carros elétricos a partir de 2030

Mercedes-Benz vai desenvolver apenas carros elétricos a partir de 2030

A Mercedes-Benz anunciou que será totalmente elétrica em 2030, mas com condições. A montadora diz que só venderá veículos do tipo “onde as condições de mercado permitirem”, o que implica que a marca alemã ainda pode comercializar carros movidos a combustível na próxima década em países que não têm demanda do consumidor por EVs.

“A mudança para veículos elétricos está aumentando [na indústria, especialmente no segmento de luxo, onde a Mercedes-Benz atua. O ponto de inflexão está chegando e vamos estar preparados para ser uma companhia somente elétrica ao fim desta década”, declarou Ola Källenius, diretor-presidente da Daimler e da Mercedes, em nota oficial.

A montadora estima que vai precisar de 200 gigawatts por hora em baterias e planeja construir oito fábricas para a produção de células de energia ao redor do mundo. Para isso, a empresa anunciou investimentos de pelo menos 40 bilhões de euros entre 2022 e 2030 no segmento.

“Estamos convencidos de que podemos fazer isso com grande lucratividade e acreditamos que o foco na eletricidade é a maneira certa de construir um futuro de sucesso e [para] aumentar o valor da Mercedes-Benz”, comentou Källenius. “É fato: o ponto de inflexão está se aproximando e estaremos prontos à medida que os mercados mudarem para a eletricidade”.

A partir de 2022, a Mercedes diz que oferecerá um veículos totalmente elétrico em todos os segmentos. Em 2025, todos os carros vendidos serão oferecidos também de forma 100% pura. A marca ainda diz que lançará três novos modelos sob medida para ampliar o portfólio, incluindo um carro de passageiros, outro focado em desempenho e um último focado no comercial.

De acordo com estimativas da empresa alemã, 50% dos carros produzidos pela companhia serão elétricos em 2025, ante projeção anterior de 25%. Com a mudança de estratégia, a alocação de recursos para carros movidos a combustíveis fósseis deve registrar queda de 80% entre 2019 e 2026, explica a montadora.

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