Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 23 de março de 2022 · 2 min de leitura ·

Construção alienígena? Elevação circular no oceano levanta suspeitas

Construção alienígena? Elevação circular no oceano levanta suspeitas

Um astrônomo amador norte-americano obcecado por ufologia chamado Scott Waring é um descobridor frequente de objetos que ele considera “provas cabais” da existência de seres alienígenas. Uma forma circular no fundo do mar visível no Google Earth que está levantando gritos de “OVNI” foi percebida por Waring, que é dono do blog UFO Sightings Daily.

Ele é um ávido analista de fotografias dos rovers da Nasa, e afirmou ter encontrado de tudo, “desde um macaco em Marte até o corpo de 7,3 metros de altura de um monarca marciano morto em batalha há 1 milhão de anos”.

Localizada ao largo da costa oeste da América do Sul, perto das Linhas de Nazca do Peru, está uma série de enormes geoglifos construídos pelo povo de Nazca há quase 2 mil anos. Essas linhas são uma fixação comum para teóricos da conspiração, que às vezes afirmam que alienígenas estiveram envolvidos em sua construção. 

Então, o que Waring encontrou nessas formas geológicas milenares? Um círculo, com cerca de 6,8 quilômetros de diâmetro, visível a cerca de 566 quilômetros da costa de Lima. O círculo parece erguer-se do fundo do mar como uma colina ou montanha. 

Ocorre que formas estranhas podem aparecer por vários motivos no fundo do oceano no Google Earth. A empresa usa dados de várias fontes para mapear o fundo do mar. Essas fontes têm diferentes resoluções, ou níveis de detalhes, e quando são costuradas, às vezes aparecem formas estranhas. 

Em comunicado de 2016, os desenvolvedores do Google apontaram uma peculiaridade de dados que pode levar a estranhos artefatos de colinas e vales: o guia do fundo do oceano é baseado em um mapa feito pela Scripps Institution of Oceanography, que usa medições de satélites de gravidade para mapear aproximadamente os altos e baixos do fundo do mar (processo conhecido como batimetria do oceano). 

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