Julia Monteiro
Julia Monteiro
Veiculos e Tecnologia · 3 de agosto de 2021 · 2 min de leitura ·

Full Self-Driving (FSD): saiba tudo sobre o modo de direção autônoma da Tesla

Full Self-Driving (FSD): saiba tudo sobre o modo de direção autônoma da Tesla

Talvez a tecnologia mais otimista em toda a indústria automobilística seja o pacote Full Self-Driving (FSD ou Auto-condução completa, na tradução literal) da Tesla. Mesmo com todo o sucesso e avanços feitos pela montadora de Elon Musk, nenhum carro à venda ao público em geral atualmente pode fazer o que esse nome diz. Entenda o que o modo realmente faz e como funciona nos veículo elétricos da marca.

Embora o termo “direção totalmente autônoma” soe ambicioso e promissor, a tecnologia realiza muito menos do que as palavras. Por ora, o FSD é na verdade uma versão sofisticada da assistência ao motorista de Nível 2, conforme definido pela Society of Automotive Engineers (SAE International), árbitro de muitos dos padrões automotivos mundiais.

A assistência ao motorista de nível 2 requer a presença de duas ou mais tecnologias de assistência ao motorista trabalhando simultaneamente e, acima de tudo, como suportes a quem dirigir, não como substitutos para a atenção ou direção. No caso do FSD da Tesla, bem como de sistemas conhecidos como o SuperCruise da GM, isso significa:

Mesmo com todas as tecnologias em conjunto, a definição de “Nível 2” proposta pela SAE chama a atenção para algo que, bem, não deveria ser demasiadamente reforçado: o motorista deve permanecer no controle total do carro e supervisionar a operação o tempo todo. Ou seja, o FSD substitui algum esforço muscular – e mental, de certa forma -, mas não é responsável por fazer todo o trabalho sozinho.

No abismo entre o que é chamado e o que faz, o Tesla Full Self-Driving fica em algum lugar entre uma enorme promessa exagerada e uma insinuação que pode ser perigosa a alguns clientes. Enquanto muitas tecnologias de autonomia de veículos mostram-se úteis e com potencial enorme para evolução, também podem levar a acidentes/incidentes fatais, caso usadas incorretamente.

Normalmente, não há problemas muito grande quando a indústria automotiva propõe marketing audacioso, mas quando se trata de algo tão importante e arriscado como a autonomia do veículo, há de traçar certos limites. A nomenclatura absurda da Tesla de “Full Self-Driving”, por mais que mostre o progresso tecnológico nos veículos elétricos da marca, pode levar os motoristas a tomarem ações precipitadas – caso não, estúpidas.

Compartilhe