
Embora a guerra russo-ucraniana tenha estremecido as relações internacionais, a Rússia deve estender a sua permanência na Estação Espacial Internacional (ISS) até depois de 2030, de acordo com a agência espacial americana NASA.
Em dezembro de 2021, o presidente americano Joe Biden, junto de sua vice Kamala Harris, ampliaram a missão da ISS, que teoricamente acabaria nesta década, para além de 2030. Entretanto, mesmo antes do atual conflito, a Rússia ainda não havia concordado formalmente com a ideia.
EUA e Rússia são os principais parceiros da operação da ISS pelos últimos 30 anos. Aqui no Olhar Digital, já explicamos como ambos os países – por meio das agências NASA e Roscosmos – são necessários para o funcionamento da estação e o que aconteceria se a Rússia a deixasse de repente.
E considerando as sanções impostas à Rússia pelos EUA e as ameaças de Dmitry Rogozin, diretor da Roscosmos, aos americanos, era de se esperar que esse “namoro” estivesse bem ameaçado.
Não é o que disse Kathy Lueders, administradora associada de Operações Espaciais da NASA: “Todos os nossos parceiros internacionais, incluindo a Roscosmos, estão progredindo em direção à manutenção da estação para além de 2030. Todos nós entendemos a importância da continuidade dessa parceria, mesmo nesses tempos muito, muito, muito desafiadores”.
De acordo com a administradora, cada um dos parceiros deve negociar aprovações de orçamento com seus respectivos governos antes de afirmar definitivamente uma extensão de suas partes na missão da ISS. A NASA, aliás, tem um pedido de orçamento em aprovação no congresso norte-americano.
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