
Recentemente, a Virgin Hyperloop publicou um pequeno vídeo demonstrando como seu sistema irá funcionar na fase comercial.
O vídeo deixou muitas dúvidas não respondidas, frequentemente levantadas por céticos da viabilidade e segurança do sistema. São dúvidas pertinentes, que levamos à empresa e ela respondeu.
Antes, uma breve explicação para dar um contexto às perguntas: um hyperloop é um veículo de levitação magnética – maglev– que circula num túnel com pressão baixa, próxima do vácuo, em velocidades próximas à do som, mais de 1.000 km/h. A união da ausência de trilhos com baixa resistência do ar é o que permite essas velocidades.
Além disso, no lugar de usar composições tradicionais de trem, como um maglev, cada vagão é autônomo e chamado de “pod”. Na prática, pods viajam em conjunto, formando comboios como os trens, mas sem ligação física entre eles.
Há riscos óbvios inerentes a um túnel de até centenas de quilômetros com uma diferença de pressão com o entorno. Em tese, poderiam implodir. Mais ainda com veículos tão rápidos. Pods com defeito num longo túnel poderiam paralisar o sistema inteiro, reduzindo a viabilidade comercial, que também pode ser comprometida por pods viajando individualmente, além do próprio traçado, como planejar curvas com essa velocidade toda. .
Virgin Hyperloop: Nosso sistema é desenhado para ser altamente modular e redundante. Temos múltiplos aparelhos de levitação, motores de propulsão e conjunto de baterias, que garantem que o pod pode continuar rumo ao seu destino com segurança – mesmo no caso de falhas múltiplas de sistema. Essa arquitetura integrada de segurança é possível porque a levitação, propulsão e energia estão todos no pod.
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