Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 4 de abril de 2022 · 2 min de leitura ·

Raios e falhas de pressurização atrasam ensaio molhado do megafoguete da NASA que vai para a Lua

Raios e falhas de pressurização atrasam ensaio molhado do megafoguete da NASA que vai para a Lua

Na última sexta-feira (1º), na plataforma de lançamento Pad 39B, no Centro Espacial Kennedy, da NASA, a agência iniciou um teste crítico em seu Sistema de Lançamento Espacial (SLS) completo, incluindo uma contagem regressiva simulada, enquanto a agência se prepara para retornar humanos à Lua a bordo do megafoguete.

Conhecido como “ensaio molhado”, este é o último grande teste antes da missão Artemis-1, um voo não tripulado com duração estimada de 26 dias, durante os quais o foguete e a cápsula Orion serão avaliados em um trajetória circunlunar, ou seja, ao redor da Lua.

O ensaio molhado serve para demonstrar a capacidade da equipe de carregar combustível criogênico no foguete, realizar uma contagem regressiva de lançamento e praticar a remoção segura de propelentes (ou seja, “esvaziar o tanque” do foguete) na plataforma de lançamento.

Para dar início aos trabalhos, as equipes encheram com água o sistema de supressão de som, que é usado para amortecer e absorver energia acústica durante a decolagem.

Por volta das 4h (pelo horário de Brasília) do sábado (2), a equipe de controle de lançamento da missão agregou o estágio central do foguete do SLS, para carregá-lo com mais de 700 mil galões de propelentes. No decorrer do dia, as equipes carregaram as baterias de voo da cápsula Orion, fizeram os preparativos finais em braços umbilicais e realizaram uma vistoria final pré-lançamento.

Embora o tempo no sábado estivesse fechado e com risco de raios, meteorologistas da Força Espacial dos EUA previam condições climáticas favoráveis para a continuidade do teste no domingo (3), com chances mínimas de incidência de raios e 10% de probabilidade de ventos fortes. Para que o ensaio tivesse andamento no domingo (dia previsto para começarem a “encher o tanque”), os ventos não podiam estar acima de 37,5 nós (em torno de 69,5 km/h) e a temperatura deveria estar acima de 5ºC.

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