
Um tratamento hormonal à base de ocitocina pode deixar leões mais calmos e efetivamente reduzir a sua ferocidade. Na prática, isso pode torná-los mais amistosos e receptivos a interações entre si e até com humanos.
O estudo que fundamenta o tratamento foi publicado no jornal científico iScience e vem chamando a atenção de médicos veterinários e entidades conservacionistas em todo o mundo.
A princípio, o seu pensamento pode ser óbvio: leões são predadores “alfa”, ou seja, não têm inimigos naturais e estão no topo de sua respectiva cadeia alimentar. Por eles serem naturalmente agressivos, defendendo seus territórios de forma veemente e capazes de matar presas – e homens – com apenas um golpe de suas patas, nós deveríamos deixá-los em paz.
E neste ponto, você não estaria errado: o problema é que, devido ao aquecimento global, a caça esportiva (legal ou ilegal) e a constante urbanização de savanas e outros habitats, o espaço disponível para os leões no meio selvagem vem diminuindo cada vez mais, forçando a ampliação de estruturas de cativeiro para que eles sejam conservados.
Entretanto, leões em cativeiro não podem ter o mesmo grau de agressividade exibido no ambiente selvagem – ou eles arriscam matarem uns aos outros. E é aí que entra a ocitocina:
Em um experimento, os biólogos Craig Parker e Sarah Heilbronner, da Universidade de Minnesota, usaram pedaços de carne para atrair leões a uma cerca divisória, para que pudessem aplicar neles um spray nasal à base de ocitocina – um processo repetido por vários dias.
Entre para comentar.