Julia Monteiro
Julia Monteiro
Veiculos e Tecnologia · 9 de setembro de 2021 · 2 min de leitura ·

Crise dos chips causa queda anual de 21,9% na produção de veículos, mas elétricos atingem recorde

Crise dos chips causa queda anual de 21,9% na produção de veículos, mas elétricos atingem recorde

O mais recente relatório mensal da Anfavea (Associação Nacional de Fabricantes de Veículos Automotores) trouxe algumas surpresas. Ainda que a produção em agosto tenha uma ligeira melhora em relação a julho, de 0,3%, o acumulado anual é 21,9% menor em relação a agosto do ano passado. A culpa, segundo a Anfavea, é a crise dos chips atingindo a produção dos veículos. A pandemia, afinal, já estava lá em 2020.

Um total de 164 mil unidades foram produzidas, em comparação a 210 mil em agosto de 2020. É, segundo a associação, o pior resultado em agosto desde 2003. Essa produção é abaixo da demanda e os estoques estão baixos, com apenas 76,4 mil veículos disponíveis para venda.

São menos de duas semanas de estoque: se a produção parar, esse é o tempo para não haver mais nenhum veículo novo disponível.

O número de licenciamentos, 172,8 mil, é maior que a produção. Mas também é ainda uma queda de 5,8% em relação a agosto de 2020 – agora sim, o resultado de uma crise em geral.

A crise dos chips (ou semicondutores) é uma escassez mundial de equipamentos causada por, entre outras coisas, a pandemia, a guerra comercial entre EUA e China, e diversos erros da indústria.

“Essa situação dos semicondutores traz uma enorme imprevisibilidade para o desempenho da indústria no restante do ano”, afirma o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moares. “Num cenário normal, estaríamos produzindo num ritmo acelerado nesta época do ano, quando as vendas geralmente ficam mais aquecidas. No ano passado tínhamos boa produção no segundo semestre, mas uma demanda imprevisível em função da pandemia. Neste ano, temos a volta da demanda, mas infelizmente uma quebra considerável na produção.”

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