Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 13 de abril de 2022 · 2 min de leitura ·

África Central abriga antigos reatores nucleares naturais

África Central abriga antigos reatores nucleares naturais

Desde 1942, existem máquinas projetadas para gerar energia a partir da fissão nuclear, as quais chamamos de reatores nucleares. No entanto, muitos podem se surpreender ao descobrir que, bem antes disso, a própria natureza se encarregava da função: estudos indicam que reatores nucleares naturais existiram por bilhões de anos em diversas partes do globo.

Dezesseis deles foram descobertos no Gabão, um país localizado na costa do Atlântico da África Central, onde teriam sido capazes de gerar aproximadamente 100 quilowatts de energia, o suficiente para acender cerca de mil lâmpadas de uma só vez.

Muitos se perguntam sobre como os reatores nucleares do Gabão surgiram, bem como a probabilidade de que futuros reatores nucleares naturais se formem em outros lugares da Terra. 

O Gabão, o nome abreviado para a República Gabonesa, tem uma população de quase 2,2 milhões de pessoas e tem origem como território francês, em 1800. Por isso, a língua principal lá é o francês. O país conquistou sua independência da França em 1960, juntamente com vários outros países africanos.

Geologicamente, o Gabão é feito principalmente de rochas ígneas e metamórficas de quase dois bilhões de anos da era paleoproterozoica. Essa crosta antiga contém valiosos recursos naturais, incluindo magnésio, ferro, urânio, ouro e petróleo. Ao longo da paisagem, exploradores e pesquisadores podem encontrar formações terrestres antigas, como as bacias de fenda cheias de hidrocarbonetos formadas durante a separação da Pangeia, há 175 milhões de anos. 

Durante a década de 1970, mineiros se depararam com esses 16 reatores nucleares em Oklo, uma região no sudeste do Gabão, enquanto procuravam urânio para abastecer usinas nucleares francesas. 

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