
Em 2011, um pesquisador de doutorado revelou ter identificado a rocha mais quente da Terra. Mais de dez anos se passaram, e um novo estudo, publicado nesta sexta-feira (15) na revista Earth and Planetry Science Letters, comprova a descoberta.
Liderado pelo pós-doutorando em Ciências da Terra pela Universidade de Ontário Ocidental, Gavin Tolometti, o novo estudo tem como coautores Timmons Erickson, do Centro Espacial Johnson da NASA, Gordon Osinski e Catherine Neish, do Departamento de Ciências da Terra da Universidade de Ontário Ocidental, e Cayron Cyril, do Laboratório de Metalurgia Termomecânica do Instituto Federal de Tecnologia da Suíça.
Eles trabalharam em cima da descoberta feita por Michael Zanetti, que estava trabalhando com Osinski na cratera de impacto do Lago Mistastin, na província canadense Labrador, quando encontrou uma rocha que continha pequenos grãos de zircônio congelados dentro dela.
Ao analisar a rocha, Zanetti descobriu que ela foi formada a 2.370ºC, como resultado de um impacto de asteroide. Esses achados foram compartilhados em um estudo publicado em 2017.
Na pesquisa mais recente, feita por Tolometti, foram usadas amostras coletadas entre 2009 e 2011, nas quais a equipe foi capaz de encontrar quatro grãos adicionais de zircônio que confirmaram que a descoberta de 2011 era verdadeira.
“A maior implicação é que estamos tendo uma ideia muito melhor de quão quentes são essas rochas derretidas de impacto, que inicialmente se formaram quando um meteorito atingiu a superfície, e nos dá uma ideia muito melhor da história do derretimento e como ela esfriou nesta cratera em particular”, disse Tolometti. “Também pode nos dar uma visão para estudar a temperatura de derretimento em outras crateras de impacto”.
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