Julia Monteiro
Julia Monteiro
Veiculos e Tecnologia · 1 de outubro de 2021 · 2 min de leitura ·

Para produzir veículos elétricos ecológicos, empresas querem mineração no fundo do mar

Para produzir veículos elétricos ecológicos, empresas querem mineração no fundo do mar

Instituições estão operando equipamentos de mineração no fundo do mar para explorar jazidas de metais essenciais para fabricação das baterias de veículos elétricos. Empresas como a The Metals Company e a Nautilus Minerals, estão enviando maquinário pesado até a região Clarion-Clipperton, no Oceano Pacífico, para extração de nódulos de níquel, cobre, basalto, manganês e outros minérios.

A permissão é concedida pela International Seabed Authority (Autoridade Internacional dos Fundos Marinhos, ou ISA), e autoriza 17 empresas a minerarem áreas de 75 mil km² não região por 15 anos. Hoje, a Nautilus Minerals já efetua a extração dos nódulos, enquanto a Metals Company aguarda aprovação de licença ao parlamento britânico em junho deste ano.

Para especialistas, a exploração dos nodos na região de Clarion-Clipperton é motivo de preocupação. Os nodos, pouco maiores do que uma bola de beisebol, estão concentrados numa região com 4,6 mil km de extensão, cujo bioma ainda é pouco mapeado.

“Temos uma tecnologia disponível que nos permite explorar mais do oceano nos próximos dez anos do que nós já conseguíamos nos últimos 10,000”, avisa Oliver Steeds, o criador da fundação de pesquisa em mar profundo Nekton. Em entrevista ao The Guardian, o pesquisador está preocupado com os rumos que isso pode tomar.

Localizada entre as ilhas do Havaí e o México, a presença de minérios na região já era conhecida desde 1876. Os nodos permaneceram intocados até o século passado, já que estavam localizados a 4 mil metros abaixo do solo — o que até então era custoso para explorar.

“A tecnologia de mineração representa uma oportunidade extraordinária para o progresso, mas também representa uma ameaça, seja por mineração em mar profundo ou por maior industrialização e sobrepesca”, conclui o especialista.

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