Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 21 de abril de 2022 · 2 min de leitura ·

Pela primeira vez, astrônomos observaram uma explosão “micronova”

Pela primeira vez, astrônomos observaram uma explosão “micronova”

Um fenômeno apelidado de “micronova” foi observado pela primeira vez por um time de astrônomos da Universidade Durham, no Reino Unido, o que rendeu um paper detalhando a ocorrência da explosão estelar.

Segundo o texto, os especialistas usaram o poderoso Very Large Telescope (“Telescópio Muito Grande”), do Observatório Europeu do Sul (ESO), afirmando que a explosão micronova – apesar do nome – tem considerável potência: em termos comparativos, ela foi capaz de liberar o equivalente a 3,5 bilhões de Pirâmides de Gizé em material estelar, em poucas horas.

“O fenômeno desafia nosso entendimento de como ocorrem as explosões termonucleares em estrelas. Nós pensávamos dominar esse assunto, mas esta nova descoberta propõe um caminho totalmente novo para se chegar a elas”, disse Simone Scaringi, autor primário do grupo e astrônomo afiliado à instituição britânica.

Segundo o estudo, uma explosão micronova é poderosa em força, mas pequena em escala: ela ocorre exclusivamente em anãs brancas, tipos de estrelas mais ou menos com a mesma massa do Sol e que chegaram ao final de suas vidas sem entrar em “supernovas” e, portanto, sem massa suficiente para dar origem a um buraco negro ou a uma estrela de neutrons.

A forma como uma micronova ocorre vem de um processo relativamente similar às novas comuns: uma anã branca dentro de um sistema binário (onde duas estrelas estão ligadas uma à outra) “rouba” material – majoritariamente, hidrogênio – de sua companheira, e conforme esse gás roubado entra em contato com a superfície da anã branca, os átomos se fundem e se tornam hélio, de forma bem explosiva.

A diferença está na velocidade dessa ocorrência: micronovas são explosões bem mais rápidas.

Compartilhe