Julia Monteiro
Julia Monteiro
Veiculos e Tecnologia · 14 de outubro de 2021 · 2 min de leitura ·

Novo Concorde: supersônico sustentável Overture está a caminho da certificação

Novo Concorde: supersônico sustentável Overture está a caminho da certificação

O supersônico civil Overture está (com o perdão do trocadilho) voando para ser certificado pela Federal Aviation Administration (FAA, o órgão regulador de avião nos EUA). E, com isso, finalmente ocupar o lugar deixado pelo saudoso Concorde, que deixou os céus em 2003.

O avião comercial supersônico da americana Boom Supersonic está sendo preparado para sobrevoar o mundo com combustível 100% sustentável (SAF – Sustainable Aviation Fuel). E esse seu aspecto de sustentabilidade é a grande melhoria com relação ao velho Concorde, que tinha um histórico impecável até ocorrer seu único acidente, em 2000, mas foi cancelado por causa do alto custo de manutenção e da alta emissão de poluentes na atmosfera e poluição sonora.

Para estar devidamente em dia com sua certificação na entidade governamental americana responsável pelos regulamentos e todos os aspectos da aviação civil nos EUA, o avião precisa responder a alguns critérios. Tom Peters, diretor de certificação de aeronaves da Boom, compartilhou recentemente que a empresa está trabalhando nesse sentido.

Peters diz que os trabalhos estão voltados para a detecção de quaisquer desafios que possam se tornar um problema durante o processo de certificação e fazendo as alterações de design necessárias. De acordo com o diretor, existem três áreas principais relacionadas à certificação que são particularmente interessantes no caso deste avião supersônico.

A primeira é um pouco óbvia, pois tem a ver com a velocidade do Overture. Segundo Peters, a maioria dos requisitos da FAA são gerais o suficiente para serem atendidos por aeronaves supersônicas, sem mudanças drásticas no projeto. Aqui, estamos falando de voos que alcançam velocidade de mach 1,7, o que corresponde a cerca de 2.100 km/h, o que é mais ou menos o mesmo que o Concorde fazia.

Ilustrando em viagens, temos um percurso de Nova York a Londres em apenas três horas e meia, por exemplo. Para termos uma ideia, nos modelos convencionais de aviões, esta viagem demora duas vezes mais, praticamente: seis horas e meia.

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