
A Toyota conduziu nesta segunda-feira (25) os primeiros testes de seu motor de combustão interna movido a hidrogênio. Embora pretenda usar a tecnologia em modelos de produção, a fabricante começou o trabalho primeiramente em carros de corrida.
Ao contrário dos veículos elétricos movidos a hidrogênio, que utilizam uma bateria para alimentar o motor através de uma reação química entre hidrogênio e oxigênio, este propulsor gera energia por meio da combustão. Ele, na verdade, funciona de forma semelhante a um motor a gasolina: a célula de combustível é preenchida com gases de hidrogênio (em vez de gasolina), cuja mistura é comprimida pelos pistões, de onde vem a energia para as rodas. As diferenças estão nos sistemas de injeção e escapamento — além de não haver a necessidade de baterias muito pesadas, como se dá nos carros híbridos ou 100% elétricos.
“Nós queremos propor várias soluções para atender às necessidades regionais [de cada parte do mundo]”, disse o engenheiro-chefe da Toyota, Naoyuki Sakamoto, em conferência de imprensa online nesta segunda.
Um dos principais desafios para a Toyota na produção do motor é desenvolver um sistema de injeção que seja capaz de manipular o hidrogênio — cuja queima ocorre sete vezes mais rápido do que o petróleo — e, ao mesmo tempo, atingir uma queima estável.
O carro utilizado nos ensaios foi um Yaris com motor 1.6 preparado para corridas de turismo. Dois tanques de hidrogênio, feitos de fibra de carbono, foram instalados na área do banco traseiro do veículo. A fabricante japonesa não divulgou a quilometragem percorrida.
No primeiro semestre, a Toyota experimentou o motor a hidrogênio em duas corridas: as 24 Horas de Fuji, em 21 de maio, e as 24 Horas de Autopolis, em 31 de julho. O carro usado, no entanto, foi um Corolla Sport (em destaque na imagem principal).
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