Julia Monteiro
Julia Monteiro
Veiculos e Tecnologia · 15 de novembro de 2021 · 2 min de leitura ·

Assista: beta 10.4 do piloto automático FSD da Tesla testado em Detroit, e comete erros sérios

Assista: beta 10.4 do piloto automático FSD da Tesla testado em Detroit, e comete erros sérios

O sistema “Autodireção Plena” (Full Self Driving), dito piloto automático da Tesla, levanta controvérsias no próprio país de origem, onde senadores chegaram a acusar a empresa de propaganda enganosa”. Mas o quão ruim (ou bom) é ele na prática?

O YouTuber Tony Ezero, do ainda bem obscuro canal Detroit Tesla (17 seguidores) tem feito exatamente isso. O teste, como o nome indica, acontece em Detroit, por volta das 17h de um dia nublado, e leva quase uma hora. A versão é o beta atual do FSD, o 10.4.

Oficialmente, o FSD é só um assistente de direção, de autonomia nível 2, que exige que o motorista se mantenha sempre com às mãos ao volante e os pés nos freios para assumir quando ele não dá conta do recado. E, no vídeo, fica claro que isso acontece algumas vezes.

A estrada é de complexidade mínima, e acaba sendo um local onde esse tipo de sistema tem um desempenho bom. A cidade é exponencialmente mais complexo. No teste de Tony, o piloto automático é visto, entre outras: subindo no acostamento, tratando um semáforo extinto como ainda existente (mesmo atualizado no mapa), tratando uma via de duas mãos como uma só, sugerindo cruzar ilegalmente (interrompido) e outra hora cruzando ilegalmente uma faixa dupla e, coroando o final do vídeo, entrando numa contramão.

Em outras partes, o sistema peca por excesso de zelo: ele se mantém a uma distância maior dos carros do que um motorista faria, freia quando um carro cruzando está obviamente parado, às vezes demora demais para reagir a um sinal abrindo, irritando os outros motoristas.

Tony, mesmo com esses percalços, considera que o sistema evoluiu muito desde a última versão que ele testou, a 10.1.

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