
Em meio à grande discussão sobre o futuro do motor a combustão interna versus elétrico ou híbrido diante da crise climática, as notícias sobre outra tecnologia que corre em paralelo acabam meio deixadas de lado. Falamos dos veículos a hidrogênio.
Hidrogênio é o elemento químico mais simples e leve de todos, formado por um próton e um elétron, sem nêutrons. Famosamente é um componente da água, junto com o oxigênio (H₂O) – o nome vem daí; hidrogênio significa “o que gera água”. Mas não se parece em nada com água: é um gás altamente inflamável.
Em química, a forma pode ser mais importante que os ingredientes: adicionando um átomo de oxigênio, no lugar de água temos peróxido de hidrogênio (H₂O₂), veneno e potente corrosivo se concentrado, que os fabricantes preferem chamar com o nome inofensivo de água oxigenada.
Assim, hidrogênio puro (H₂), diferente da água, tem potencial energético – e quando você ler por aí mais uma matéria espertinha sobre “carro a água”, pode apostar: é movido a hidrogênio retirado da água, não à água. Isso muda tudo.
Ele entra em combustão (pega fogo) ao reagir com o oxigênio, gerando muito calor e, no lugar de dióxido de carbono (o infame CO₂) gerado ao queimar gasolina, diesel ou etanol, o resíduo dessa reação é água.
Essa combustão é tão poderosa que hidrogênio é um dos combustíveis de foguete mais comuns. De fato, o que você observa abaixo, no lançamento do foguete Saturno V, que levaria a Apollo 11 para a Lua, é água sendo gerada pela queima de hidrogênio:
Entre para comentar.