
“Nenhuma garantia”, foi dito mais de uma vez. A Volkswagen não sabe se lançará seus elétricos puros no Brasil. Mas resolveu testar as águas e ver a reação do público brasileiro. Para isso, jornalistas foram convidados ao Jockey Club em São Paulo, onde puderam dirigir o hatch ID.3 e o SUV ID.4. Eu estava entre eles.
Essa foi a primeira vez que esses veículos aportam no Brasil e na América do Sul. “O ar nos pneus deles vem da Alemanha”, disse, sem hipérbole, o assessor da Volkswagen, Michel Escanhola.
O Brasil ainda é uma incógnita em relação ao futuro dos veículos. É o país do etanol, e, com muitas montadoras tradicionais já relutantes em fazer mudanças radicais em tecnologia, há um incentivo em manter uma frota a combustão interna por aqui, já que etanol é (em tese) renovável.
No fim das contas, dinheiro fala mais que tudo e quem decidirá se o ID.3 e o ID.4 virão para o Brasil será você, o consumidor. O quão interessado Brasileiro está em elétricos?
Essa foi a minha primeira vez dirigindo um carro elétrico, e a curiosidade era grande.
O passeio não foi o suficiente para fazer algo como uma resenha dos dois carros, mas deu para ter uma ideia do que, se a VW e outras decidirem seguir aqui o mesmo caminho do resto do mundo, teremos no futuro.
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